Contratação

Como escolher quem faz o seu site: empresa, freelancer ou fazer sozinho?.

Quem procura «a melhor empresa de criação de sites» encontra dezenas de respostas, todas diferentes. Este guia explica porquê: a melhor empresa em abstrato não existe; existe a certa para o seu projeto. Aqui fica o método para a encontrar, com as perguntas que separam um bom prestador de um problema futuro.

Nuno Costa ✦ ✦ Atualizado ✦ 7 min de leitura
Resposta rápida

Para escolher quem faz o seu site, compare sempre três candidaturas com o mesmo âmbito escrito e avalie cinco pontos: portfólio verificável, âmbito por escrito, propriedade (domínio, código e conteúdos), o que fica incluído depois do lançamento e transparência de preços. Regras de bolso: uma agência de criação de sites para projetos que exigem equipa, um freelancer para custo leve e comunicação direta, um construtor DIY só para validar ideias. Contratar um web designer custa desde €800 (landing page) ou €49/mês em regime de assinatura.

PrestadorMelhor paraCuidado com
AgênciaProjetos grandes, equipa e processoPreços fechados sem âmbito escrito
FreelancerCusto leve, comunicação direta com quem executaCapacidade limitada em projetos muito grandes
DIY (Wix, WordPress)Validar ideias, catálogos pessoaisO seu tempo e o teto técnico

Deslize a tabela para o lado →

Nenhum modelo é universalmente melhor: a escolha certa depende do âmbito, do orçamento e de quem vai gerir o site depois. O que não varia são os critérios de comparação, e esses estão na secção 4.

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Existe a melhor empresa de criação de sites?

Não existe, e esta é a informação mais útil do artigo. A «melhor empresa de criação de sites» que aparece primeiro numa pesquisa no Google é, na prática, a que melhor investiu em aparecer nessa pesquisa; a melhor empresa para o seu projeto é outra coisa: a que já resolveu problemas parecidos com o seu, com preços e processo transparentes.

A forma correta de escolher inverte a ordem comum. Em vez de procurar «a melhor agência» e depois ver o que faz, comece pelo seu projeto: objetivo (vender, receber contactos, marcar), âmbito (quantas páginas, que funcionalidades) e orçamento disponível. Com isso escrito, qualquer prestador consegue dar-lhe uma proposta comparável, e a comparação deixa de ser entre marcas para passar a ser entre factos.

E aqui entra um critério que pouca gente usa e que diz muito do prestador: preços publicados. Uma empresa especializada em criação de sites que publica os seus valores de partida poupa-lhe a primeira desilusão da relação, a de descobrir o custo só depois de contar o seu caso.

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Agência de criação de sites, freelancer ou DIY?

Os três modelos produzem bons sites; cobrem necessidades diferentes:

  • Agência quando o projeto precisa de equipa: loja online com logística, webapp, rebranding completo com fotografia e conteúdos. Paga-se estrutura, e em projetos grandes a estrutura vale.
  • Freelancer quando o âmbito cabe numa pessoa competente: site institucional, landing pages, pequenos e-commerce. Fala com quem executa, custa menos estrutura e a responsabilidade tem nome e apelido.
  • Fazer sozinho quando o objetivo é aprender ou validar: um construtor DIY põe online no mesmo dia por €10–€40/mês. Para uma empresa com objetivos comerciais, os limites (SEO, velocidade, tempo de gestão) chegam depressa; veja o detalhe no guia de preços.

Um quarto caminho que resolve a dúvida de quem não quer gerir técnica nenhuma: o site por assinatura, desde €49/mês, com design, alojamento e manutenção incluídos. É o meio-termo entre contratar um projeto e fazer sozinho.

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Quanto custa contratar um web designer?

Em Portugal, os valores de partida típicos em 2026: landing page desde €800, site institucional desde €1.500, loja online desde €3.000 e webapp desde €5.000. Trabalho pontual cobra-se à hora (€40–€80 é o intervalo comum) e a alternativa sem investimento inicial é a assinatura, desde €49/mês com manutenção incluída.

Duas notas para ler bem qualquer orçamento de web design. Primeira: confirme se os valores são com ou sem IVA e qual a taxa aplicável — no continente e na Madeira podem ser diferentes. Segunda: um preço baixo não prova falta de qualidade; compare incluídos, propriedade, SEO base e suporte antes de decidir. A decomposição por tipo de projeto está no guia de preços de um site.

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As sete perguntas antes de contratar

Faça estas sete perguntas a todos os candidatos, na mesma ordem, e compare as respostas lado a lado:

  1. Que sites fez para negócios como o meu? Portfólio com links que se abrem, não imagens «de projetos».
  2. O âmbito está por escrito? Páginas, funcionalidades, número de rodadas de revisão. Sem âmbito escrito não existe orçamento; existe um palpite.
  3. Quem faz os conteúdos? Textos, fotografias e logótipo são a parte que mais faz custos e prazos fugirem.
  4. O que fica meu? Domínio, código, desenhos e conteúdos: propriedade confirmada por escrito, incluindo o que acontece se sair.
  5. O que acontece depois do lançamento? Suporte nos primeiros 30 dias, e depois: manutenção, alterações e custos. Veja o que deve incluir no guia de manutenção.
  6. Que prazos, para ambas as partes? Incluindo o que acontece quando os conteúdos chegam atrasados (chega sempre atrasadas).
  7. Quanto, com IVA, e em que fases? Valores finais com IVA e condições de pagamento por fases de entrega.

Quer testar o prestador antes de o contratar? Peça-lhe para comentar o resultado de uma auditoria gratuita ao site atual. Como interpreta os dados diz mais do que qualquer proposta comercial.

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Sinais de alarme na contratação

Nem todos os problemas se veem na proposta; alguns veem-se no comportamento. Fique atento a estes cinco:

  • Um número solto, sem âmbito. «Um site completo, €X.» Sem páginas nem funcionalidades escritas, qualquer comparação é impossível.
  • Pressão para decidir hoje. «Preço válido só esta semana» num serviço projetado é um sinal, não uma promoção.
  • «SEO incluído» sem explicação. SEO incluído vale exatamente as horas que lhe foram dedicadas; exiga dizer o que é (títulos, descrições, velocidade, sitemap).
  • Portfólio sem links. Sites «feitos» que não se podem abrir não são prova, são decoração.
  • Domínio registado no nome do prestador sem cláusula de entrega. O seu domínio é o seu ativo digital mais importante; tem de ficar ao seu nome, ou com saída garantida por escrito.
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Como comparar três propostas sem errar

Com o método certo, comparar propostas deixa de ser adivinhação:

  1. Dê a todos os candidatos o mesmo briefing escrito. Objetivo, páginas, funcionalidades, conteúdos que tem prontos e data desejada. Três propostas comparáveis valem mais do que cinco valores sem contexto.
  2. Compare linha a linha, não o total. A proposta €300 mais cara que inclui manutenção no primeiro ano pode ser a mais barata das três.
  3. Decida por valor, não por preço. O site que converte mais 20% paga-se sozinho; o mais barato que não aparece no Google não se paga nunca.
  4. Comece pequeno para testar. Uma landing page é uma forma barata de ver como o prestador trabalha antes de lhe entregar o projeto grande.

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Perguntas frequentes sobre contratar quem faz o site

Quanto custa contratar um web designer?
Depende do âmbito: landing pages desde €800, sites institucionais desde €1.500, lojas online desde €3.000. Trabalho pontual cobra-se entre €40 e €80/hora, e a alternativa sem investimento inicial é o site por assinatura, desde €49/mês. Sempre com a nota de confirmar se os valores incluem IVA.
Melhor empresa de criação de sites ou freelancer: o que escolher?
Escolha pelo âmbito, não pelo tamanho. Projetos com equipa obrigatória (loja complexa, webapp, fotografia) pedem agência; sites institucionais e landing pages rendem bem nas mãos de um freelancer com portfólio verificável. Em ambos os casos, aplique as sete perguntas da secção 4 e compare propostas com o mesmo âmbito escrito.
O que deve incluir um orçamento de criação de sites?
Âmbito fechado (páginas e funcionalidades), o que não está incluído, fases e marcos, prazos de ambas as partes, propriedade de domínio e código, suporte pós-lançamento e valores com IVA. Um orçamento que não responde a estas sete perguntas não está incompleto: está incomparável.
Vale a pena escolher a empresa mais barata?
Só se o âmbito for idêntico e por escrito. Na prática, o mais barato quase sempre entrega menos do que parece: templates reciclados, sem SEO base nem suporte. Compare o custo por valor entregue (conversão, velocidade, manutenção incluída) e não o número final isolado.
Posso contratar alguém de fora da minha cidade?
Sim: um site é um serviço entregue por internet, e o trabalho remoto com prazos e preços escritos costuma superar a proximidade sem contrato. Há um caso em que a distância pesa, projetos com fotografia ou reuniões presenciais; nesse caso, o híbrido (execução remota, um ou dois encontros) resolve. Se está na Madeira, veja o guia local de preços.
Como garanto que o site fica meu?
Por escrito, antes de começar: domínio registado ao seu nome (ou com cláusula de resgate), conteúdos e código sob propriedade sua, e exportação garantida se cancelar. Confirme isto nas sete perguntas da contratação; depois de assinado, é tarde para negociar.

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