Orçamento de site: como pedir, o que deve incluir e como comparar.
O problema raramente é o preço; são orçamentos que não se podem comparar, porque cada um responde a um âmbito diferente. O que pedir antes, o que um orçamento sério tem de conter e o método para comparar três propostas sem errar.
Um orçamento de site sério inclui: o âmbito escrito (páginas e funcionalidades), os entregáveis, o prazo com as condições que o afetam, o preço com IVA e condições de pagamento, o que fica fora do âmbito e as condições de propriedade (domínio, alojamento e acessos no seu nome). Para lá disso, comparar só faz sentido com o mesmo âmbito em todas as propostas: escreva uma vez o que quer, envie igual a três prestadores e compare linha a linha. Pedir orçamento não custa dinheiro; errar a escolha é que custa.
| O que o orçamento deve ter | Porque importa |
|---|---|
| Âmbito escrito: páginas e funcionalidades | Sem âmbito, estão a comparar documentos diferentes |
| Prazo e condições de início | Prazos começam a contar quando os materiais chegam |
| Preço com IVA e condições de pagamento | Confirmar se o IVA acresce e qual a taxa aplicável |
| O que fica fora do âmbito | É onde os extras costumam aparecer depois |
| Propriedade e acessos (domínio, alojamento) | De quem é o site no fim do projeto |
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Peça três orçamentos com o mesmo âmbito escrito; é a única forma de comparar preços e não sortes. As bases de preço por tipo de site estão publicadas no guia de preços de criação de sites.
Antes de pedir: o documento que torna os orçamentos comparáveis
Quem pede três orçamentos sem escrever o que quer recebe três âmbitos diferentes e compara preços que não dizem a mesma coisa. A correção custa dez minutos: um pedido curto, escrito, enviado igual a todos os prestadores. Não precisa de saber nada de sites; precisa de responder a sete perguntas:
- O que o negócio vende, em duas frases, e para quem.
- O que o site tem de conseguir: apresentar serviços, receber contactos, vender, marcar reservas.
- Que tipo de site, ainda que em dubitativo: cartão de visita digital, site institucional, loja online; o guia de tipos de sites ajuda a decidir.
- Quantas páginas, aproximadamente, e que conteúdos já existem (textos, fotografias, logótipo).
- Exemplos de sites que gosta, mesmo que sejam de outros setores.
- Prazo desejado e acontecimentos com data (abertura, campanha, feira).
- Orçamento-alvo em intervalo, honesto: «entre X e Y» filtra cedo quem não encaixa.
Este pedido é o melhor filtro de qualidade que existe: quem responde com perguntas intelligentes e um âmbito reescrito por suas palavras está a trabalhar; quem responde com um número e um PDF genérico já mostrou como trabalha.
O que um orçamento de site sério deve incluir
Independentemente de vir de freelancer ou agência, o documento deve responder a tudo o que vai acontecer entre o «sim» e o lançamento:
- Âmbito detalhado: páginas, funcionalidades, quantas rondas de revisão, quem fornece o quê (textos, imagens, logótipo).
- Entregáveis: o que recebe no fim, exatamente: site instalado, acesso ao painel, formação ou manual, cópias de segurança iniciais.
- Prazo com condições: «X semanas úteis a partir da receção dos materiais» é um prazo; «um mês» é uma esperança. Os prazos reais por tipo de site estão no guia de prazos.
- Preço com IVA e forma de pagamento: total, parcelas, e se há fidelização ou mensalidade obrigatória.
- Exclusões: o que NÃO está incluído (fotografia profissional, textos, domínio, alojamento, manutenção). Um orçamento sem exclusões não é completo; é vago.
- Propriedade e acessos: domínio ao nome do cliente, credenciais partilhadas, o que acontece ao site se o contrato acabar.
- Suporte pós-lançamento: quantos dias de correções incluídas e o que custa depois.
Regra prática: cada pergunta sem resposta neste documento vai transformar-se num extra faturado mais tarde. Os cinco sinais de alarme completos estão no artigo sobre escolher quem faz o site.
Um modelo simples de pedido de orçamento
Para usar já, copie, preencha e envie a três prestadores:
- «A [empresa] vende [produto/serviço] para [cliente-alvo].»
- «Precisamos de um site que [objetivo: apresente serviços e receba contactos / venda online / capte marcações].»
- «Tipo: [institucional / loja / landing]. Páginas estimadas: [n].»
- «Funcionalidades: [formulário de contacto, reservas, pagamentos, áreas reservadas, PT+EN].»
- «Temos: [textos sim/não, fotografias sim/não, logótipo sim/não, domínio sim/não].»
- «Gostamos destes sites como referência: [2 a 3 endereços].»
- «Prazo desejado: [mês/trimestre]. Orçamento-alvo: [intervalo].»
- «Por favor, no orçamento: âmbito por escrito, prazo com condições, preço com IVA, o que fica fora, e as condições de propriedade do site.»
A oitava linha é a que separa orçamentos profissionais de estimativas de elevador: pede exatamente as secções que vai comparar.
Porquê que dois orçamentos para o mesmo site variam tanto
A pergunta clássica: «porque é que um diz 900 e outro diz 4.000 pelo mesmo site?» Porque não é o mesmo site, e porque não é o mesmo negócio por trás. As quatro razões quase sempre são estas:
- Âmbitos disfarçados. Um incluiu textos e fotografia, o outro conta com os seus; um inclui versão móvel trabalhada e otimização de velocidade, o outro «o template trata disso». Volte ao âmbito escrito antes de comparar números.
- Quem executa. Freelancer tem estrutura mínima e taxa direta; agência tem equipa, despesas e margem. Nenhuma das duas está errada; são produtos diferentes. As taxas típicas de cada modelo estão no guia de preços de freelancer de web design.
- Qualidade invisível na proposta. Velocidade, SEO base, acessibilidade e código limpo não se veem no PDF, mas pagam-se todos os meses depois. O barato que esquece isto fica caro quando o site não aparece no Google.
- Modelo de faturação. Projeto fechado, hora, ou mensalidade com criação incluída (o modelo por assinatura, desde €49/mês, existe precisamente para espalhar o custo no tempo). Compare o custo total de 24 meses, não o número de entrada.
Como comparar três orçamentos sem errar
Com os três documentos em cima da mesa, o método cabe em quatro passos:
- Normalize o âmbito. Faça uma tabela com as páginas e funcionalidades de cada proposta. O que falta numa, pergunte: «inclui [o que a outra tem]?» A resposta reescreve o preço.
- Compare o custo total de 24 meses. Criação + domínio + alojamento + manutenção + eventuais renovações subidas. É o número real de decisão.
- Compare as condições, não só o valor. Pagamentos, fidelização, propriedade, prazo com condições, exclusões. Um desconto com fidelização de dois anos é um preço diferente.
- Compare as perguntas que fizeram. Quem perguntou mais sobre o seu negócio provavelmente entregará um site mais pensado; a proposta começou antes do PDF.
E desconfie dos extremos: o orçamento muito abaixo das bases públicas de mercado salta rondas de qualidade (velocidade, SEO base, testes); o muito acima tem de o justificar com âmbito e prova de trabalho, não com adjetivos.
Um orçamento com tudo isto por escrito.
Envie o seu pedido com as oito linhas do modelo e receba uma proposta com âmbito, prazo, preços publicados e condições de propriedade. Respondo em menos de 24 horas úteis.
Pedir orçamento sem compromissoQuanto tempo demora a receber um orçamento (e o que é normal)
Com o pedido claro, um freelancer responde em um a dois dias úteis; uma agência pode levar uma semana porque o pedido passa por comercial e produção. Mais do que isso sem comunicação de porquê é o primeiro dado do que será trabalhar com quem o recebeu.
Dentro do orçamento, espere perguntas: prestadores sérios não orçamentam às cegas um pedido vago. E guarde os orçamentos que receber mesmo que não avance: são a referência de mercado do seu projeto, e a proposta que chegar seis meses depois compara-se à que ficou no prateleiro.