Quanto custa criar e manter um site? o custo total em 2026.
A pergunta que os guias de preços deixam a meio: quanto se paga uma vez para criar e quanto se paga todos os meses para ter o site no ar, atualizado e ao nome da empresa. As duas contas, separadas e somadas.
Criar um site custa, uma única vez, desde €800 numa landing page, €1.500 num site institucional e €3.000 numa loja online. Manter custa, todos os meses, o domínio (na casa dos €10 a €15 por ano), o alojamento (de gratuito limitado a dezenas de euros por mês, conforme a dimensão) e, se contratado, o trabalho de manutenção (€150 a €400/mês). A alternativa que soma tudo numa só fatura: a assinatura mensal desde €49/mês, com alojamento, SSL, manutenção e atualizações incluídos. A conta completa depende do âmbito; este guia mostra cada parcela e onde se poupam os erros mais caros.
| Parcela | Quando se paga | Valor típico |
|---|---|---|
| Criação do site | Uma vez | €800+ landing · €1.500+ institucional · €3.000+ loja |
| Domínio | Anual | Na casa dos €10 a €15/ano |
| Alojamento (hospedagem) | Mensal ou anual | De gratuito limitado a dezenas de €/mês |
| Certificado SSL (https) | Anual | Gratuito na maioria dos alojamentos |
| Manutenção e atualizações | Mensal | €150 a €400/mês, ou incluída na assinatura desde €49/mês |
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Os valores de criação e de manutenção são os preços publicados neste site; os de domínio e alojamento são intervalos de mercado que variam com a dimensão do projeto. O que nunca varia: quem não sabe quanto paga por parcela está a pagar a mais em alguma delas.
Criar: o que se paga uma única vez
A criação é o custo de entrada e é o único que não se repete: landing pages desde €800, sites institucionais desde €1.500, lojas online desde €3.000 e webapps desde €5.000. O que faz o número subir a partir dessas bases é sempre o mesmo trio: âmbito (quantas páginas e conteúdos), funcionalidades (formulários, pagamentos, áreas reservadas, línguas) e quem executa (freelancer, agência ou você próprio com uma plataforma).
Este artigo não aprofunda essa conta; o guia completo de preços de criação de sites faz isso com tabela por tipo de site. Aqui o que importa é a outra metade da pergunta, a que se repete todos os meses e que os guias costumam esquecer: manter.
Manter: as parcelas recorrentes, uma a uma
«Manter um site no ar» tem quatro parcelas de infraestrutura, mais uma de trabalho humano. As quatro primeiras são obrigatórias para qualquer site que se queira sério:
- Domínio (oseunegocio.pt): é o endereço, arrenda-se por anos e custa na casa dos €10 a €15 por ano para as extensões comuns (.pt, .com). Atenção às renovações: o preço do segundo ano nem sempre é o do primeiro.
- Alojamento (hospedagem, no português do Brasil): é o computador onde o site vive. Existe desde planos gratuitos limitados até servidores de dezenas de euros por mês; a maioria dos sites de empresa fica na casa dos €5 a €20/mês.
- Certificado SSL (o cadeado e o https): cifra o tráfego e é pré-requisito de confiança e de posicionamento. Hoje é gratuito na maioria dos alojamentos; desconfie de quem o cobra como extra obrigatório.
- Email profissional (nome@oseunegocio.pt): por vezes incluído no alojamento, por vezes serviço à parte. É a parcela mais pequena e a mais subestimada: um email grátis tipo gmail num cartão de visita custa clientes.
- Manutenção (o trabalho humano): atualizações, cópias de segurança, correções e pequenos ajustes de conteúdo. É um serviço, não uma infraestrutura, e custa desde €150 a €400/mês contratado, ou nada se o fizer você mesmo, com o risco que isso tem.
Cuidado com a confusão de palavras: «manter o site no ar» (infraestrutura, esta secção), «manter o site atualizado» (manutenção, um serviço) e «manter o site visível» (conteúdos e marketing, outro serviço ainda). Quem vende «manutenção» sem dizer qual das três está a vender, vende ambiguidade; o guia de preços de manutenção separa o que costuma entrar em cada pacote.
A conta mensal total, em três cenários
Somando as parcelas, o custo mensal de um site lê-se em três cenários realistas:
- Site simples, gerido pelo próprio: domínio mais alojamento somam na casa dos €5 a €30 por mês. É o mínimo possível, e o preço real aparece depois, nas horas que gastam em atualizações e correções, e no custo de um problema que ninguém viu chegar.
- Site por assinatura: desde €49/mês, com criação inicial incluída, e nele domínio, alojamento, SSL, manutenção e atualizações entram na mesma fatura. É a resposta direta à pergunta «quanto custa criar e manter»: uma só, previsível, sem surpresas de renovação; as condições de fidelização e de propriedade estão publicadas na página de sites por assinatura.
- Site que cresce, com manutenção contratada: infraestrutura (€5 a €30/mês) mais manutenção profissional (€150 a €400/mês). É o formato de quem não quer tocar no site e quer que ele trabalhe.
O que não existe em nenhum cenário: um site sério a zero euros por mês. Quem promete isso está a esconder a parcela noutro sítio: nos anúncios do construtor gratuito, na falta de domínio próprio ou no preço de sair mais tarde.
O que os planos grátis escondem
A pesquisa por um «site grátis com domínio próprio» devolve promessas que convém ler até ao fim. O que os construtores gratuitos dão de verdade: um endereço próprio deles (oseunegocio.plataforma.com, não oseunegocio.pt), anúncios da plataforma no seu site, limites de funcionalidades e, com frequência, um caminho de saída estreito: exportar conteúdos para outra plataforma é possível; exportar o desenho e a estrutura, quase nunca.
O domínio próprio, esse, nunca é grátis: é um serviço anual de registos, e qualquer promessa de o incluir «grátis» significa normalmente que ele fica no nome da plataforma, não no seu. Para um cartão de estudante ou um projeto de fim de semana, um plano gratuito serve. Para uma empresa, o custo real do grátis é credibilidade mais o custo de migrar mais tarde, e esse é sempre mais alto do que ter começado certo: domínio no seu nome, alojamento próprio ou assinatura com condições claras.
De quem é o domínio? A pergunta que evita reféns
Quando se contrata alguém para criar o site, pergunta-se quase sempre quanto custa e quase nunca «em que nome fica o domínio e o alojamento». A resposta correta é: no seu. Se o domínio, o alojamento e as contas ficam registados em nome de quem construiu, o seu negócio passa a depender de um telefonema para mudar de prestador, e esse é dos contratos mais caros que existem.
O checklist de propriedade cabe numa linha: domínio registado ao nome da empresa, credenciais de alojamento partilhadas consigo, cópia atual do site acessível e, no contrato, escrito o que acontece se quiser sair. No modelo por assinatura, por exemplo, a pergunta legítima é o que acontece ao site no fim da fidelização; no nosso caso existe uma cláusula de recompra que torna o site seu, e quem avalie assinaturas deve exigir transparência equivalente de qualquer prestador. O artigo sobre escolher quem faz o site tem a lista completa de perguntas antes de contratar.
Renovações: onde os sites morrem em silêncio
- Renovação de domínio com preço diferente do primeiro ano. É prática comum: entrada barata, renovação mais alta. Pergunte sempre pelo preço de renovação, não pelo de entrada.
- Email de renovação no email antigo. O domínio expira porque o aviso caiu numa caixa que ninguém abre. Mantenha um email de contacto atual no registo do domínio.
- Quem paga a renovação quando o contrato acaba. Se o prestador pagava o alojamento e o domínio, fecha o contrato por escrito quem fica com o quê e como se transfere.
- Renovar por um ano quando pode renovar por vários. Um domínio sério renova-se por dois ou três anos de uma vez; custa o mesmo por ano e tira uma bomba-relógio do calendário.
Nenhuma destas armadilhas é técnica; todas são administrativas. E todas se resolvem no dia em que se escolhe o prestador, não no dia em que o site cai. A auditoria automática não apanha renovações, mas apanha o que elas causam quando falham: site fora do ar, https expirado, redireções partidas.
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